Leituras da História entrevista Luis Eduardo Matta

A edição 31 da revista Leituras da História, que chegou às bancas no dia 20 de junho de 2010, traz uma entrevista de Luis Eduardo Matta dada ao escritor e jornalista Sérgio Pereira Couto. A conversa abordou vários temas, como religião, terrorismo, geopolítica e literatura, com destaque para o thriller O VÉU. Eis um trecho:

LDH – Qual a sua opinião sobre a questão do terrorismo islâmico e suas repercussões na história contemporânea?
LEM
– O terrorismo não é islâmico. O terrorismo é obra de pessoas desequilibradas que usam o islamismo para referendar e dar sentido à sua loucura. Os textos religiosos – todos eles – até pela sua subjetividade, estão sujeitos às mais diversas interpretações. Acredito que é cedo para avaliar a extensão dos estragos que essas ações causaram no mundo, já que se trata de algo relativamente recente no nosso contexto histórico: sua difusão acentuou-se somente a partir da década de 1970.

A íntegra da entrevista está disponível na página da revista que pode ser acessada neste endereço.

O VÉU no Montbläat

Vale a pena ler O VÉU

Maria Helena Whately (*)

A literatura brasileira não tem tradição de romance policial nem de thriller. E poucos são os escritores que se aventuram por este campo.

Luis Eduardo Matta, 34 nos, é um deles. E nos maravilha com O Véu, imperdível thriller brasileiro, que nada fica a dever aos congêneres estrangeiros. São 525 páginas do mais puro suspense, cada uma provocando expectativas no leitor. Matta dosa, com maestria, a extensão e o conteúdo dos capítulos, sempre recheados de sobressaltos.

A trama de O Véu transita pelo Brasil, Europa e Irã, situando-se entre as artes plásticas, o terrorismo e as turbulências políticas. O suspense tem início com o assassinato do jovem pintor Lourenço Monte Mor, em sua residência em Maricá (RJ). Estaria sua morte ligada a “O Véu”, tela a óleo, onde Lourenço retrata uma mulher seminua usando o véu islâmico, afronta à religião? A intriga, o terror e a morte acompanham a tela, atingindo quem dela se aproxima.

Não deixem de caminhar pelas 525 páginas de O Véu, que Luis Eduardo Matta consegue, da primeira à última, manter eletrizadas.

(*) Especial para o Montbläat Nº 346 – 18 de junho de 2010.

O edifício de Mitra Rahmani e Jaffar Jalaipour – TEERÃ

Todas as manhãs, depois de fazer suas orações matinais e antes de sair para a universidade, Mitra lia dois jornais iranianos — Ettelaat e Tehran Times — que recebia diariamente em seu apartamento, no penúltimo andar de um moderno e luxuoso edifício de vinte e quatro andares na esquina das avenidas Kamranieh e Farmanieh, não muito longe do antigo palácio de inverno do xá.

O bairro, estendido nas franjas do sopé das montanhas de Alborz, era uma área residencial elegante, valorizada e muito arborizada, que hospedava as opulentas villas da nova burguesia e era de fácil acesso aos endereços comerciais mais sofisticados do norte da cidade, ao centro e às principais autoestradas. (…)

Ela levantou-se e debruçou-se no peitoril da janela, avistando a paisagem melancólica dos últimos edifícios de Teerã, onde a cidade encontrava a cordilheira de Alborz, um colossal paredão de rocha cor de caramelo encimado por camadas de neve que lembravam cobertura de marshmallow. (…) Com o sol ofuscando-lhe os olhos, Mitra ficou meditando, na tentativa de visualizar alguma saída para a situação do marido. Foi quando uma ideia estalou em sua cabeça(…).

Trecho de O VÉU, mostrando a personagem Mitra Rahmani em seu apartamento, na capital iraniana.

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