Luis Eduardo Matta no Livros em Revista – ClicTV – 20/05/10

No dia 20 de maio, Luis Eduardo Matta foi entrevistado por Ralph Peter no programa Livros em Revista, da ClicTV.  Durante cerca de uma hora de conversa animada e descontraída, o escritor falou, entre outros assuntos, sobre o seu processo de criação literária, a relação com os leitores, o advento do livro eletrônico,  e o novo romance O VÉU.

Para assistir a entrevista, que está disponível na internet, clique na imagem acima ou aqui.

Anúncios

Luis Eduardo Matta no Talk Show – JustTV – 18/05/10

No dia 18 de maio, Luis Eduardo Matta concedeu entrevista a Celia Coev no programa Talk Show, da JustTV. Foi uma conversa leve, agradável e informativa. Entre os assuntos abordados, o thriller brasileiro, a situação política no Oriente Médio, a paixão pela ficção de mistério e suspense e o novo livro O VÉU.

A entrevista está disponível na internet e para assistir é só clicar na imagem acima ou aqui.

A Casa Quintanilha de Leilões – Rio de Janeiro

Em agosto de 1999, com o esboço de O VÉU razoavelmente estruturado e as primeiras pesquisas já em andamento, sai às ruas do Rio de Janeiro a fim de encontrar os cenários que eu imaginara para a trama. Foram duas semanas de andanças. Minha principal preocupação – comum a todos os meus livros – era fazer com que a história parecesse o mais real possível. Logo, os cenários precisariam estar fortemente conectados à realidade. Foi quando, numa tarde perambulando por Botafogo, encontrei no final da rua São Clemente, quase na divisa entre Botafogo e Humaitá, o casarão ideal para abrigar a Casa Quintanilha de Leilões, o cenário mais emblemático de O VÉU.

A casa estava desocupada e seu abandono era visível, embora não lhe ofuscasse a opulência. Havia, na entrada, uma placa de “aluga-se”, o que era um bom sinal, já que se a casa estivesse à venda correria o risco de ser demolida, o que em nada interessava ao meu projeto. Alguns dias depois, voltei ao local munido de um caderno pequeno e de uma caneta, para anotar todos os detalhes arquitetônicos e tentar reproduzir em palavras a atmosfera da área. Ao chegar, um senhor varria as folhas da calçada em frente. Era uma oportunidade de ouro. Apresentei-me a ele, disse que estava interessado em alugar a casa e perguntei se poderia conhecê-la por dentro. Ele era uma espécie de caseiro, contratado para manter o jardim relativamente limpo, vigiar e impedir invasões e, com amabilidade, interrompeu seu trabalho para me mostrar a casa por dentro e por fora. A ruína estava por todos os lados. Boa parte da madeira e do reboco havia sido devorada por cupins e o cheiro de mofo em praticamente todos os cômodos era asfixiante. Quem quer que se animasse a alugar o imóvel teria de gastar uma fortuna em reformas e talvez por isso ele tenha demorado tanto tempo para, enfim, encontrar um locatário – o que só aconteceu, se não me falha a memória, em 2005.

Terminada a visita, lembro-me de ter saído a pé pela São Clemente anotando freneticamente no caderninho tudo o que eu havia visto e, o mais importante, de ter rabiscado uma planta do casarão, adaptando a ele o que eu havia imaginado para a casa de leilões do livro. Não custa lembrar que, na época – segundo semestre de 1999 – estávamos já às voltas com as celebrações dos 500 anos de descobrimento do Brasil, que aconteceria, oficialmente, em abril do ano seguinte. Era, inegavelmente, o assunto do momento e entre os que achavam que havia, sim, o que comemorar, apesar de todos os problemas, estava eu. A iniciativa de decorar a Casa Quintanilha com elementos que enalteciam as cores e a simbologia nacionais foi uma consequência direta desse espírito. Não sei se eu teria tido a mesma ideia, caso houvesse começado o livro dois anos antes ou dois anos depois. O certo é que funcionou e, mais ainda, tornou-se um dos aspectos mais apreciados da ambientação da trama. De cada cinco e-mails que recebo com comentários ao livro, pelo menos um menciona  o interior “ufanista” da Casa Quintanilha.

Por essa razão, decidimos publicar esse post dedicado à Casa Quintanilha de Leilões, reproduzindo trechos de O VÉU em que ela é descrita, acompanhadas de imagens do casarão na vida real e de como ele seria caso ali, de fato, vivesse uma família devotada ao comércio e à divulgação da arte brasileira.

Luis Eduardo Matta


(…) O magnífico palacete em estilo neoclássico europeu que abrigava a Casa Quintanilha possuía mil e seiscentos metros quadrados distribuídos em dois andares. Sua decoração era inspirada numa visão romântica e mitificada da gênese brasileira, representada por elementos folclóricos que enalteciam o exotismo, a exuberância tropical e as riquezas naturais do país. A começar pelo símbolo da empresa, reproduzido numa ostentosa estatueta de bronze, isolada sobre um pedestal de mármore no vestíbulo da entrada: um indígena de cocar, agachado, de perfil e com um arco e flecha em uma das mãos.

A alegoria também compunha — ainda que oferecendo uma perspectiva bastante inusitada para a caracterização de um silvícola — um amplo e colorido vitral art nouveau de seis metros de comprimento por cinco de altura no fundo do grande salão, onde era montada a tribuna de jacarandá da qual Araci Quintanilha comandava os pregões. O vitral retratava com requinte uma mulher de pele clara e feições ibéricas, envergando uma veste branca e um cocar de penas amarelas, sentada soberana num trono de mármore, com a mão direita pousada sobre um globo, rodeada pela mata tropical e por exemplares da fauna brasileira, como o tucano, a arara e o jacaré do Pantanal. Encomendado por Emílio Quintanilha, amante da cultura indígena, a um grupo de jovens estudantes da Academia Nacional de Belas Artes, por diversas vezes, esteve no cerne de debates afiados entre críticos de arte e frequentadores dos leilões. Os admiradores da obra costumavam ressaltar sua “vibrante simbologia”, enquanto os detratores, em maior número, torciam-lhe solenemente o nariz, abismados com sua exagerada profusão de cores, seu traçado “inegavelmente naïf” e, principalmente, sua temática, que muitos desqualificavam como “patriotada brega”, “pajelança ridícula” e outros impropérios. Os mais ferozes estendiam as críticas à própria família Quintanilha, sobretudo depois que Araci, no começo de 2004, comandou um leilão vestindo um terninho verde-escuro e com uma echarpe amarela cingindo os ombros. Uma colunista social tachou-a maldosamente de “leiloeira canarinho”, apelido que ainda hoje era pronunciado, sempre pelas suas costas e em tom pejorativo.

Por todo o casarão, o piso de marchetaria exibia mosaicos com uma ampla variedade de madeiras nativas da Amazônia e da Mata Atlântica, como o mogno, que também estava presente nos lambris que revestiam as paredes, nos rodapés e nos batentes e alisares das portas. A mobília, clássica e pesada, era composta, na maioria, por peças dos séculos XVIII e XIX. Os tapetes revezavam-se entre persas e arraiolos e seis vistosos lustres em alabastro com pingentes de cristal compunham o teto. Nos cômodos ao redor do grande salão, pesadas cortinas de veludo verde-musgo, encimadas por bandôs amarelos ornavam as altas janelas de pinho-de-riga. Antúrios e costelas-de-adão de folhas largas e escuras brotavam de dois belos cachepôs de porcelana pintados com motivos tropicalistas, cada qual colocado a um lado do portal que dava acesso ao salão(…).

Luis Eduardo Matta é entrevistado na Chams Tv

Neste próximo sábado, dia 8 de maio, irá ao ar a entrevista que Luis Eduardo Matta concedeu à Chams TV, canal da comunidade árabe brasileira. Na conversa, que aconteceu na Livraria Saraiva do Shopping Pátio Paulista, em São Paulo, o escritor falou, entre outros assuntos, do thriller no Brasil, da importância da leitura, da situação política no Oriente Médio e, é claro, do novo lançamento, O VÉU. A entrevista poderá ser assistida também pela internet, no site TV Aberta.

Twitterati com o escritor Luis Eduardo Matta

Íntegra da twintrevista (entrevista via Twitter) com Luis Eduardo Matta

Data: quinta, 06 de maio de 2010
Hora: 18:00 – 19:30
Localização:
PONTOLIT

Luis Eduardo Matta é autor de thrillers para adultos e adolescentes. Iniciou sua carreira literária em 1993, aos 18 anos, com a publicação de Conexão Beirute-Teeran. Seu mais recente livro, O Véu, que chegou às livrarias em 2009, é um thriller explosivo de drama, suspense e mistério, abarcando em seu enredo do mercado de arte aos meandros da política iraniana. Paralelamente às suas atividades literárias, Luis Eduardo Matta, desde 2003, dedica-se à redação de artigos e ensaios. Inspirado nas idéias de José Paulo Paes, Matta tornou-se defensor da consolidação, no Brasil, de uma tradição de literatura de entretenimento, que batizou, genericamente, como LPB – Literatura Popular Brasileira.

Mais informações no Pontolit.

Promoção O VÉU na Viciados em Livros

Está no ar o 164º Concurso Literário da comunidade Viciados em Livros, no ORKUT. Em uma parceria com a PRIMAVERA EDITORIAL será sorteado o livro:

“O VÉU” – Luis Eduardo Matta

ATENÇÃO ÀS REGRAS:

O concurso terá início no dia 03 de Maio (hoje) e estará no ar até o dia 16 de Maio de 2010, sempre às 23h59, na comunidade da Viciados em Livros, no endereço a seguir:

www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=82025&tid=5466946682896542938 .

Os participantes deverão responder em até 7 linhas a pergunta: “Uma obra de arte polêmica está em suas mãos. O que você faria”?

Lembrando que cada participante poderá concorrer com uma única frase nesse concurso. Podendo ocorrer eventualmente promoção pelo Twitter (http://twitter.com/viciadoemlivro) com a possibilidade de postar mais uma frase.
.
Os participantes deverão residir no Brasil.
.
Os outros concursos que por ventura estiverem acontecendo na Viciados em Livros e ao mesmo tempo, não obriga o participante a optar. PODE-SE PARTICIPAR DE TODOS TENDO CHANCES IGUAIS E PODENDO SER CONTEMPLADO EM MAIS DE UM.
.
NÃO ESQUEÇAM DE DEIXAR UM E-MAIL VÁLIDO DE CONTATO.
.
Aqueles que não deixarem uma forma de contato terão sua frase automaticamente desclassificada.
.
A avaliação das respostas será realizada com base nos critérios de adequação ao tema, originalidade e criatividade. As respostas serão avaliadas por uma comissão julgadora, bem como por outros profissionais convidados, cujas decisões serão soberanas e irrecorríveis.
.
O vencedor tem até 7 dias para enviar seus dados para a entrega do prêmio.
.
A participação neste concurso implica na aceitação total e irrestrita de todos os itens deste regulamento.

  • Assine este blog e receba notificações de novos artigos por email

  • Siga Luis Eduardo Matta no TWITTER

    Erro: o Twitter não respondeu. Por favor, aguarde alguns minutos e atualize esta página.