O VÉU, de Luis Eduardo Matta

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Um quadro misterioso que esconde um terrível segredo

ARACI QUINTANILHA é a titular da tradicional Casa Quintanilha de Leilões, no Rio de Janeiro, que vive dias de expectativa com a aproximação do concorrido leilão onde uma misteriosa tela a óleo, chamada “O Véu”, será posta à venda. O quadro que foi condenado por várias lideranças muçulmanas em todo o mundo por retratar uma mulher seminua usando o véu islâmico, tem uma trajetória marcada pelo sucesso, pela polêmica, pela intriga e pela tragédia. Diversas pessoas morreram por sua causa – inclusive o próprio pintor, Lourenço Monte Mor, vitimado por um devastador incêndio em sua casa, jamais esclarecido.

Obscuros segredos do passado parecem ligar o quadro ao assassinato, em 2005 na Arábia Saudita, de Abu al-Horiah, o líder da Azadi, uma organização extremista iraniana responsável por inúmeros atentados terroristas nas décadas de 1980 e 1990. Tudo levava a crer que a morte de Abu al-Horiah e de seu filho Arsalan, tido como seu sucessor, sepultara de vez a Azadi, mas, tempos mais tarde, começaram a circular rumores de que a organização estaria se rearticulando sob o comando de uma nova líder, uma mulher, conhecida como Umm al-Hakika. Os sinistros rumores sobre a ressurreição da Azadi coincidem com a chegada ao Brasil de Mohsen Khajepour, um conceituado intelectual iraniano radicado na Suíça, que acaba barbaramente assassinado em circunstâncias misteriosas às vésperas das polêmicas eleições presidenciais iranianas de junho de 2009.

Durante anos acreditou-se que “O Véu” tivesse sido destruído no incêndio que matou Lourenço Monte Mor, mas ele estivera, todo esse tempo, escondido no apartamento de Araci Quintanilha. Quando o seu leilão é anunciado e a opinião pública toma conhecimento de que a polêmica obra sobrevivera, Araci, subitamente, se vê arrastada para um redemoinho vertiginoso de acontecimentos inquietantes e perturbadores onde sua própria segurança é colocada em risco. Ameaçada por terroristas, ela é obrigada a fugir, sem perceber que uma conspiração de proporções gigantescas está em curso. E que o misterioso quadro, que guardara consigo durante anos, esconde um terrível e fantástico segredo, que poderá mudar tragicamente a geopolítica do mundo para sempre.

Do Rio a Teerã, passando por Genebra, numa narrativa envolvente e eletrizante, onde os bastidores do rico mercado de arte se cruzam com as entranhas sórdidas da turbulenta política do Irã, O VÉU é um vigoroso thriller de mistério, que desafia todas as previsões e onde, praticamente, todos são suspeitos. E onde nem mesmo as obras de arte são inocentes.

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2 Comentários

  1. Espero ansiosa a apublicação de “O Véu”. LUiz Eduardo é um dos melhores autores de sua geração.

    • Angela, quanta delicadeza. A sua generosidade e a sua delicadeza não conhecem limites.
      Obrigado, Bjs,
      Luis Eduardo


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